É GREVE! CONTRA A RETIRADA DE DIREITOS, METALÚRGICOS CRUZAM OS BRAÇOS

Na manhã desta quinta-feira (27), os metalúrgicos do Espírito Santo, abrangidos pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) firmada com o Sindifer (Sindicato Patronal), iniciaram a greve da categoria.
O movimento paredista acontece após os patrões apresentarem uma proposta que retira direitos dos trabalhadores e estabelece reajuste nos salários de somente 5%, muito abaixo da inflação do período. A atitude dos empresários é vista pelos companheiros como uma grande falta de respeito, sobretudo em um período pós pandêmico, quando os metalúrgicos esperavam o mínimo de valorização por terem se dedicado para gerar os lucros que os empresários tiveram.
Dentre outras coisas, os patrões querem enquadramento do piso de técnicos, prorrogação de jornada em locais insalubres, trabalho em domingos e feriados sem horas extras e retirada do cartão alimentação para os empregados em experiência. E, também, as empresas que concedem cesta básica in natura querem descontar do salário do trabalhador os dias faltosos sem justificativa. Os patrões ainda querem acabar com o pagamento de multa em caso de demissões que antecederem a data-base e excluir da CCT a garantia de emprego por 30 dias após retorno das férias.
Os metalúrgicos lutam por reajuste salarial de 100% do INPC e mais 5% de ganho real; auxílio-alimentação no valor de R$ 800,00 mensais, plano de saúde e odontológico com custo zero para o empregado e seus dependentes, horas extras de 100% para dias da semana e 150% em finais de semana e feriados, PLR de dois salários base para todos e manutenção das demais cláusulas.
A greve segue por ter indeterminado.