METALÚRGICOS DO EJA PROTESTAM CONTRA MÁ CONDIÇÃO DO REFEITÓRIO E ADVERTÊNCIAS COVARDES

Os metalúrgicos da Jurong e das empresas terceirizadas que trabalham no EJA ocuparam as portarias da empresa na manhã desta terça-feira (20) para protestar contra as atitudes covardes da empresa, que tentam inibir a livre manifestação dos trabalhadores.
Os companheiros exigem o cancelamento das advertências dadas a cerca de 15 trabalhadores (diretos e indiretos) – todos cipeiros – e a criação de uma comissão para tratar sobre a precária prestação de serviço oferecido no refeitório com irregularidades como larvas na pia, sujeira, panelas quebradas e outras. Essas condições insalubres do restaurante, especificamente da cozinha, podem gerar graves problemas à saúde dos trabalhadores.
O sindicato pediu ainda para que as advertências fossem canceladas e assim encerrar o protesto. Mas, diante da negativa da Jurong, os metalúrgicos retornaram para suas casas. E também, como a empresa se manteve irredutível, o movimento vai seguir nesta quarta-feira (21) e por tempo indeterminado, até que todas estas advertências sejam anuladas.
A penalidade aconteceu depois que os cipeiros, que tinham sido convocados para uma auditoria para tratar das más condições do refeitório, ficarem esperando durante uma hora dentro do restaurante e dialogando com o vice-presidente. De forma inusitada foram chamados para uma sala e por lá, a empresa deu a advertência de forma arbitrária aos cipeiros.
Ações de perseguição como essas são uma ameaça ao legítimo direito dos trabalhadores de se organizarem pelos seus direitos. São tentativas de enfraquecer os trabalhadores para que, na hora da negociação salarial – que devem ocorrer entre 2 e 3 semanas – os trabalhadores tenham receios, como o de perderem os empregos. “Trata-se de um crime contra a organização dos trabalhadores”, comentou o diretor, Roberto Pereira de Souza.
O Sindimetal-ES espera que a empresa volte a atrás da decisão equivocada e que haja uma solução para que os metalúrgicos possam iniciar a negociação coletiva nos próximos dias. Não vamos aceitar que a empresa ameace o legítimo direito dos trabalhadores de correrem atrás de seus direitos e que coloque em risco sua saúde.