Sindimetal-ES denuncia demissão covarde de cipeira e escalada de assédio na Seatrium
A Seatrium/EJA ultrapassou, mais uma vez, qualquer limite de dignidade, respeito e legalidade ao demitir por justa causa a trabalhadora Priscila, metalúrgica, cipeira, mulher, negra, mãe, reconhecida pelos colegas por sua coragem em denunciar abusos e enfrentar as injustiças dentro do estaleiro.
A decisão é uma violência explícita, uma tentativa covarde de silenciar uma voz ativa nas mobilizações. E mais grave: configura assédio moral, perseguição e retaliação direta contra uma representante legítima dos trabalhadores.
Priscila foi demitida sob a falsa acusação de “divulgar imagens da empresa”. Mentira. Ela sempre divulgou sua própria imagem, falando em suas redes sociais, como líder natural, como trabalhadora que não se cala, como mulher que enfrenta de cabeça erguida um ambiente adoecido por abusos. O que ela expôs foi a verdade sobre as condições de trabalho e o descaso da empresa.
O Sindimetal-ES denuncia: a Seatrium está perseguindo e punindo quem tem coragem de denunciar. Priscila já enfrentava problemas psicológicos devido ao ambiente hostil, possui inclusive laudo médico, e mesmo assim a empresa não hesitou em atacá-la no ponto mais frágil, sua estabilidade, seu sustento, sua dignidade. Essa empresa não tem limites, não tem sensibilidade, não tem compromisso com vidas. Para eles, o que importa são ações e números, não pessoas.
O Sindimetal-ES já garantiu apoio jurídico integral à trabalhadora e vai lutar até as últimas consequências pela reversão dessa injustiça, pela responsabilização da empresa e pelo fim da perseguição. Mas a indignação é geral e legítima. A categoria sabe que esta demissão é um ataque a todos. Priscila disse com clareza: “Se eu me calei antes, agora que eu não vou me calar. E vocês também não podem se calar.”
E tragicamente não é um caso isolado. “A Seatrium vem promovendo assédio moral coletivo, chamando equipes para reuniões conduzidas por chefes e líderes, pressionando trabalhadores a aprovarem propostas inferiores ao que já está garantido em Convenção Coletiva. São “assembleias” forjadas, manipuladas, feitas por superiores hierárquicos, uma prática criminosa, proibida pela legislação trabalhista, usada para criar um falso ambiente de apoio às propostas patronais e tentar pressionar o sindicato”, denuncia o diretor do Sindimetal-ES, Roberto Pereira.
Diante dessa escalada de abusos, o Sindimetal-ES acionou o Ministério Público do Trabalho com pedido de investigação por dano moral coletivo, entregando vídeos e provas contundentes das práticas ilícitas. Interferência indevida em negociação coletiva, ameaças veladas, fake news internas e agora a demissão de uma cipeira que representa a categoria.
A empresa não cumpre Convenção, não cumpre Acordo, não cumpre decisão do Tribunal e ainda tenta enganar trabalhadores com assembleias fajutas. A verdade é simples: a Seatrium tenta reduzir direitos, precarizar condições e esmagar a organização dos trabalhadores.
O Sindimetal-ES reforça: A empresa não vai nos intimidar. Não vai calar quem luta. Não vai destruir a união dos trabalhadores. E repetimos em alto e bom som: A Seatrium tem que cumprir o acordo. Tem que cumprir a lei. Tem que respeitar quem constrói sua produção todos os dias. A luta continua, agora ainda mais forte, mais firme e mais unida do que nunca.

