VERGONHA! PATRIMONIAL DA JURONG AGRIDE TRABALHADOR

A Segurança Patrimonial do Estaleiro Jurong Aracruz (EJA) agrediu de forma repudiante um metalúrgico nesta sexta-feira (17), segundo relatou trabalhadores que presenciaram a violência, durante o movimento de greve. A lesão foi comprovada por meio do exame de corpo de delito.
“É inadimissível o EJA buscar de forma truculenta coagir o direito do trabalhador, desobedencendo a lei. A segurança que, na verdade, deveria garantir a proteção da empresa e dos companheiros fez ao contrário e cometeu a agressão contra pai de família que luta por melhores condições”, comentou o diretor Roberto Pereira.
O metalúrgico agredido estava apenas pedindo aos trabalhadores para descerem do ônibus e direcionando para o movimento paredista. O EJA tem uma portaria que está usando somente para a passagem de caminhões pesados da Imetame.
Quando o ônibus foi por esta rota, alguns empregados foram fazer o desvio para direcionar para a assembleia dos trabalhadores. Neste momento, aconteceu a agressão.
A Jurong também tentou coibir os companheiros para não participarem do movimento, passando lista de presença.
O trabalhador registrou boletim de ocorrência em relação ao caso, acompanhado pelo Sindicato que prestou toda a assistência e jurídico do Sindimetal-ES também vai entrar com um pedido de liminar para que a Justiça exija a empresa de levar os trabalhadores para os locais da assembleia e garantir a participação de todos.
O sindicato vai lutar para que a Jurong seja penalizada por atos violentos e de coação como este.
Os companheiros cruzaram os braços nesta terça-feira (14) em protesto às mudanças no plano de saúde feitas pela empresa.
Além de não consultar o sindicato e os empregados do EJA, a empresa alterou o benefício do plano de saúde dos metalúrgicos, desconsiderando o que foi estabelecido na Convenção Coletiva de Trabalho firmada em 2022.
A mudança vem gerando uma série de problemas para os companheiros e seus familiares que, inclusive, estão tendo que parar tratamentos médicos iniciados, devido ao novo plano demorar em atender ou devido a redução na cartela de médicos conveniados.
E para piorar a situação, a Jurong ainda suspendeu o adiantamento do pagamento dos metalúrgicos como forma de represália.