PROPOSTA PATRONAL PARA RENOVAÇÃO DA CCT É REPROVADA PELOS METALÚRGICOS
Os metalúrgicos da indústria rejeitaram por unanimidade a proposta apresentada pelo Sindifer para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2026/2027. Nas assembleias organizadas pelo Sindimetal-ES na Portaria Norte da ArcelorMittal Tubarão, na Vale, em Carapina e na Seatrium, 100% dos trabalhadores participantes votaram contra a proposta patronal, considerada muito aquém das reivindicações e do que a categoria merece. Os trabalhadores também definiram uma contraproposta, que será levada pelo Sindimetal-ES à mesa de negociação com os representantes das empresas.
A proposta apresentada pelos patrões está longe de atender às necessidades dos metalúrgicos e de reconhecer a importância de quem movimenta a indústria capixaba. O setor tem condições de oferecer avanços reais. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apontam que as exportações da metalurgia capixaba cresceram 23,8%.
O Sindifer apresentou sua proposta com reajustes na faixa de 4% e tratamento diferenciado conforme o porte e a localização das empresas. Para as micro e pequenas empresas e para as empresas fora dos grandes complexos, o reajuste é de 4,29% sobre os salários, estendido ao cartão alimentação apenas no segundo caso, sem mudanças nas demais cláusulas.
Já nas empresas que atuam dentro dos grandes complexos, o reajuste salarial é de 4,40%, com ajuste de 5,82% no cartão alimentação e aumento do auxílio-creche, que sai de R$ 146 para R$ 400, mantidas as regras atuais de concessão. Trata-se de uma proposta muito enxuta, que mexe pouco no conjunto da convenção.
A contraproposta definida nas assembleias reivindica reajuste salarial pelo INPC mais 5% de ganho real, manutenção da pauta dos pisos profissionais, cartão alimentação de R$ 1.500, desjejum de R$ 350, plano de saúde sem custo para os trabalhadores e manutenção das demais cláusulas reivindicadas na pauta da categoria. Os metalúrgicos também exigem a implantação imediata da jornada de 40 horas semanais.
O Sindimetal-ES espera que a negociação deste ano avance com diálogo e responsabilidade, sem repetir o impasse do ano passado, quando o Sindifer levou a discussão para o dissídio coletivo.

